Angola Hip Hop Awards 2017, foi uma noite poderosa de celebração da música RAP

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Sábado, 15 de Julho de 2017 foi o dia em que o Rap angolano viveu mais uma vitória: A concretização da 2a edição da Gala Angola Hip Hop Awards, tendo tido como organizadores Dj Soneca, Cenas que Curto, Kratos e Cláudio Kiala e o local, o Lookal.

Mais uma vez o público aderiu ao evento em massa, sem crise, apesar da crise e, à despeito de todas as dificuldades, a organização do evento esteve à altura e conseguiu dar uma noite bem passada aos presentes.

Abaixo segue-se um review com os pontos mais altos da noite:

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A abertura de portas aconteceu por volta das às 21 horas. Uma nota positiva para o pessoal que cedo aderiu ao evento, tendo a casa estado quase cheia antes mesmo das 22 horas. Os presentes no salão desde as primeiras horas foram brindados pelas misturas da Dj Elly Chuva, que não deixou os seus créditos em mãos alheias e trouxe nos seus pratos fundamentalmente vários clássicos do RAP em português, que serviram para matar a fome do público.

O evento (previsto para às 20h) começou às 22h, com aquele atraso que já se tornou no 5° elemento da Cultura Hip Hop. A palavra de abertura foi dada por CFK, que serviu como o apresentador do apresentador, Mauro Sérgio, o qual foi com certeza um dos pontos mais altos do evento, com bastante bom humor e muita eloquência à mistura, levou o público ao rubro com piadas para vários rappers desde Gomez, Projecto X, Bob da Rage Sense, Naice Zulu, Raf Tag, Addy Buxexa, Dji Tafinha, enfim, poucos safaram-se… O apresentador mereceu até mesmo elogios do mais velho Miguel Neto.

A 1a categoria apresentada foi a de STREET-DANCER DO ANO que foi vencida por B-Boy Marcos. A 2a categoria foi a de LICIRICISTA DO ANO, a qual teve como vencedor Francis aka MC Cabinda. Seguiu-se a categoria de PRODUTOR DO ANO, tendo tido como vencedor RICARDO 2R… (Mas temos de conversar bem sobre os nomeados desta categoria…) Foi então o momento para a primeira actuação da noite protagonizada por Reptile acompanhado por YC. O “chefe do swagg” apresentou-se com uma indumentária a executivo, numa actuação a que costumam chamar de “play-back parcial“, procurou fazer com que um público meio tímido se lembrasse de que se tratava de um evento de Hip Hop de facto, independentemente das gravatas e fatos…

A 4a categoria a ser apresentada foi a de RAPPER FEMININA DO ANO, que foi, obviamente, vencida pela Eva RapDiva, sendo assim vencedora desta categoria por 2 anos consecutivos. Em breves considerações, Eva pediu para que não voltasse a ser a vencedora na próxima edição e apelou a mais trabalho por parte da concorrência. A categoria seguinte foi a de RAPPER MASCULINO DO ANO, a qual foi apresentada pelo mais velho Miguel Neto (é algo que temos de destacar, né?). A categoria foi vencida por Francis, que aproveitou brindar a plateia com os seus habituais trocadilhos sempre muito bem recebidos pelos ouvintes, que são obrigados a gritar até por dicas que só entenderão um dia depois. A categoria MIXTAPE/EP DO ANO foi surpreendentemente vencida pelos Fat Soldiers com a obra “Sofrimentos“. Uma categoria em que concorriam nomes como Francis, Extremo Signo e o grupo M.O.B…Viva a democracia!

Seguiu-se um momento de actuação com DJ NC, que trouxe nos pratos o “Hip Hop puro & duro” na companhia de Celder Augusto, D’Mage MC e Pirline Entertainment. Seguiu-se então a categoria de DJ DO ANO, a qual teve como vencedor o DJ Ricthelly, ou seja, sem surpresas. A categoria RAPPER REVELAÇÃO teve como vencedor o rapper Lizzy (“o menos popular“?), bastante ovacionado pelo público. A seguir teve a categoria VERSO DO ANO, na qual Eva RapDiva atropelou vários homens e ficou com o prémio que a mesma afirmou ser o mais desejado por si, com o 2° verso da música “Um assobio meu“.

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Foi então momento para mais uma actuação, desta vez a cargo dos Fat Soldiers. Performance bem arquitectada com sabor a Kanye West e tudo, tendo faltado, à princípio, a participação do público que se mantinha ‘calado‘ apreciando apenas o ‘show’ dos homens de ‘preto‘. Entretanto o grupo foi bastante aplaudido no final da actuação quando exibiram letras com um conteúdo mais político, daquele jeito que o povo revoltado com o sistema nunca consegue resistir. Foi provavelmente a melhor actuação do evento. Seguidamente foi apresentada a categoria RAPPER NOVA VAGA DO ANO, tendo tido como vencedor novamente Kelson Most Wanted, segundo ano consecutivo. O prémio foi recebido pelo seu irmão Addy Buxexa e outros membros do grupo TRX MUSIC como Kiamo Tha Real G, God Gilas e Rui Malboro. A categoria VÍDEO DO ANO foi vencida pela Zona 5 com o vídeo da música “Pablo“. Os “meninos bonitos” fizeram-se todos presentes desde o início da gala, algo que de facto é digno de elogio. Mente Mágika foi o vencedor da Categoria MC DE BATALHA DO ANO… (Mas será que a categoria não devia ser chamada de “MC DA #RRPL DO ANO”?… Prontos, é uma categoria nova, temos de ser mais condescendentes, né?!…

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Tivemos mais um momento de actuação, protagonizado pela Eva RapDiva com participações de Reptile (vencedor do prêmio de wi que mais vezes subiu ao palco nessa noite) e Selda. Uma actuação muito boa em que o playback foi ofuscado pela linda voz da Selda e o “delivery” de Eva, tendo sido então a única artista que mereceu uma ovação em pé de todo o público. Mérito também para a DJ Elly Chuva e o produtor Detergente que abrilhantaram ainda mais a actuação, uma das melhores da noite. Seguiu-se a categoria GRUPO DO ANO, e o prémio foi atribuído a M.O.B. A categoria EVENTO DO ANO foi vencida pela TRX MUSIC pelo seu grande show no Cine Tivoli. Eva Rap Diva foi a “rainha da noite” ao vencer o 3° prémio, desta vez na categoria SINGLE DO ANO. Eva ofereceu o prémio ao produtor Detergente (responsável pelo instrumental e direcção artística da música), uma atitude que mereceu o aplauso do público.

Dj Ritchelly tomou conta do seguinte momento de actuação na companhia do rapper “Killa O” (Reais Camaradas) que abrilhantou o público com rimas brutas acapella e de Kiambote que aproveitou “acalmar a sogra”, YHÁ?. Ritchelly trouxe diversidade ao palco ao fazer-se acompanhar também de um artista de R&B sobre quem pedimos desculpas por não conhecermos o nome, mas de certeza que não ficará chateado se for tratado por “Novo Jason Derulo” (risos). Flava Sava também fizeram a festa com Ritchelly, assim como o rapper Délcio Dollar que aproveitou subir ao “Olimpo“… A categoria ÁLBUM DO ANO foi vencida pela Força Suprema com o álbumE a União Fez a Força” , mas obviamente a Força Suprema não esteve presente, né?… Mas tivemos o Mendonça a colocar o prémio na Urna mais uma vez, e ainda mandou recados para umas tais de “lésbicas“, que sinceramente desconhecemos.

Francis não quis ficar atrás de Eva RapDiva e levou também o 3° prémio da noite – RED CUP RAPPER MVPKiesse Kelly e Moisés foram os homenageados da noite pelo contributo dado ao Rap angolano no passado… A noite foi então encerrada pela actuação do artista mais premiado da noite (a par de Eva RapDiva) Francis, que foi acompanhado por Dj Ricthelly e pelo jovem Sirius (The Voice Angola). Francis brindou os fãs com uma versão mais jazz da música “Dérbi/Clássico“… E por fim a actuação das músicas “Bazza” e “Olha Eu” na companhia dos seus colegas/amigos Extremo Signo e Ready Neutro.

Foi um evento bonito de se ver, com vários pontos positivos como a adesão do público, a adesão dos próprios rappers (nomeados e não-nomeados), a qualidade do som, as boas performances dos artistas, o anfitrião, etc. De momento ainda não temos críticas sonantes, excepto aquelas do costume sobre algumas nomeações que deixaram a desejar e também sobre a ausência dos grafiteiros no evento. Reiteramos apenas que continuaremos à espera da tal “after-party” a que os convidados tinham direito… Obrigado…e bem haja a Cultura Hip Hop!

Texto Por: Arturxerxes Genuino

Edição: Bispo Lusueki (CEO Rap Kuia)

 

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Lukau A. Lusueki, é o fundador e administrador do Portal Rap Kuia.

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